Cartomante será julgada novamente por tentativa de homicídio em Chapecó
TJSC anulou absolvição de 2022 após recurso do MP; nova sessão do Tribunal do Júri está marcada para 3 de dezembro.

Nova sessão do júri
Uma mulher acusada de participação em uma tentativa de homicídio qualificado enfrentará um novo julgamento pelo Tribunal do Júri em Chapecó, no Oeste catarinense, no dia 3 de dezembro, às 8h45. O processo investiga um atentado ocorrido em 3 de junho de 2019, quando uma vítima foi atingida por três tiros na cabeça em frente a uma casa lotérica na região central da cidade. A vítima sobreviveu aos ferimentos.
Anulação de sentença
A nova sessão foi determinada pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) após a anulação, em agosto de 2023, da absolvição concedida à acusada no primeiro julgamento, realizado em maio de 2022. A decisão judicial seguiu recurso apresentado pelo Ministério Público. Em fevereiro de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) não deu andamento ao recurso da defesa que contestava a realização de outro júri.
Condenações anteriores
O caso já resultou em outras condenações. Em novembro de 2021, um homem de nacionalidade paraguaia, apontado como autor dos disparos, recebeu pena de 15 anos e oito meses de prisão em regime fechado. Ele foi condenado por tentativa de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo com numeração raspada e uso de documento falso. A acusação sustentou que o crime foi cometido mediante pagamento e com recursos que dificultaram a defesa da vítima.
No julgamento de maio de 2022, a cartomante foi absolvida da acusação de tentativa de homicídio, mas recebeu quatro anos de reclusão por extorsão, sob a alegação de que pressionou outra pessoa a entregar dinheiro sob ameaças de morte. Na mesma sessão, o então marido da ré, conhecido como “Cigano”, foi condenado a 12 anos de prisão por tentativa de homicídio qualificado. A defesa da cartomante recorreu em liberdade.
Mandante e valores envolvidos
Em fevereiro de 2026, a mulher apontada como possível mandante do atentado foi absolvida pelo Tribunal do Júri, decisão mantida pelo TJSC após recurso do Ministério Público. Segundo a denúncia, ela teria procurado a cartomante para tentar reatar o relacionamento com o ex-marido, desembolsando aproximadamente R$ 300 mil por um suposto trabalho espiritual. Diante da falta de resultado, a cartomante teria sugerido matar a atual parceira do empresário, e o marido da ré teria contratado o atirador por R$ 35 mil.
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