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Bradesco tem lucro de R$ 7,1 bi no 3º tri: inadimplência e provisões também avançam

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Mitchel Diniz
•26 de outubro de 2026•8 min de leitura•Fonte Verificada
Bradesco tem lucro de R$ 7,1 bi no 3º tri: inadimplência e provisões também avançam
Foto: Mitchel Diniz

Publicado em 22 de outubro de 2026 às 18h25 .

Priorizar nos meus resultados Google Lucro recorrente de R$ 7,1 bilhões no 3º trimestre de 2026, alta de 14,6% em um ano Provisões para calote somam R$ 10,6 bilhões , salto de 24,3% na comparação anual Inadimplência acima de 90 dias sobe para 4,6% , puxada por pequenas e médias empresas ROAE de 16,1% , sem considerar o aumento de capital, ante 14,7% um ano antes Tesouraria e corte de custos compensaram o peso maior das perdas com crédito O Bradesco (BBDC4) teve lucro líquido recorrente de R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 14,6% sobre o mesmo período do ano passado e de 0,8% em relação ao segundo trimestre. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira, 22. No acumulado de nove meses, o lucro soma R$ 21 bilhões, avanço de 15,6%.

O lucro mantém a sequência de crescimento do banco, mas o que o mercado queria ver estava mais abaixo na demonstração de resultado. Desde o início do ano, a pergunta sobre o Bradesco é quanto a inadimplência ainda vai pesar. A resposta do terceiro trimestre é que ela continua subindo, em ritmo maior do que nos períodos anteriores, e que o banco precisou de outras fontes de receita para não deixar isso chegar ao lucro.

A despesa com provisões para devedores duvidosos (PDD expandida) chegou a R$ 10,6 bilhões no trimestre, alta de 24,3% em um ano e de 6,6% sobre o segundo trimestre. O custo do crédito, que mede essa despesa em relação à carteira, subiu para 3,7% , ante 3,5% no trimestre anterior e 3,3% um ano antes.

A conta mostra o tamanho do problema. A margem financeira total , que é o que o banco ganha com crédito e com sua tesouraria, cresceu 14,2% , para R$ 21,4 bilhões . Em valores, foram R$ 2,7 bilhões a mais do que no terceiro trimestre de 2025. No mesmo período, as provisões aumentaram R$ 2,1 bilhões. De cada R$ 10 a mais de margem, quase R$ 8 foram reservados para cobrir calotes.

Na linha que mais interessa ao varejo bancário, o efeito é ainda mais claro. A margem com clientes descontada das provisões ficou em R$ 9,9 bilhões, queda de 2,0% em um ano e de 3,5% no trimestre. O banco atribui o recuo ao mix de produtos mais conservador e ao maior custo do crédito.

O índice de inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6% em setembro, ante 4,3% em junho e 4,1% um ano antes. A piora mais forte está nas micro, pequenas e médias empresas , cujo índice passou de 3,7% para 4,9% em doze meses. Entre pessoas físicas, foi de 5,4% para 5,8%. Nas grandes empresas, segue em 0,3%.

Fonte original: Mitchel DinizVer notícia na íntegra
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