BC deve manter Selic em 13,75% após queda de 18% do Ibovespa
Incerteza fiscal pós-eleições e piora nas expectativas de inflação levam mercado a prever fim do ciclo de cortes de juros nesta quarta-feira.
/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/m/N/CqiB4MRnqkRVIYzBQGig/globo-canal-4-20260429-2000-frame-24226.jpeg)
O Banco Central se reúne nesta quarta-feira (4) para definir a taxa básica de juros, a Selic, em um cenário marcado pela deterioração das expectativas de inflação e pela incerteza sobre a condução das contas públicas. A expectativa predominante entre economistas é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompa o ciclo de cortes e mantenha a taxa em 13,75% ao ano, conforme apontado em relatório do Itaú BBA, que projeta uma decisão unânime refletindo a piora do cenário-base.
Reação do mercado financeiro
A volatilidade no mercado financeiro após o segundo turno das eleições evidenciou as preocupações com a política fiscal do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Ibovespa, principal índice da B3, encerrou a semana de 30 de outubro com queda de 18,12%, registrando a quinta maior desvalorização semanal desde o início do Plano Real, segundo dados da bolsa.
Perda de valor de mercado
Além da queda no índice, as empresas listadas na B3 perderam R$ 963 bilhões em valor de mercado na mesma semana, segundo levantamento da Elos Ayta. O montante equivale a 1,31 vez o valor de mercado da Petrobras, atualmente estimado em R$ 734 bilhões, indicando o impacto significativo da incerteza regulatória e fiscal sobre o patrimônio das companhias abertas.
Parte dos analistas ainda considera possível uma última redução de 0,25 ponto percentual, levando os juros a 13,50% ao ano, embora o espaço para novos cortes tenha sido reduzido. O comunicado do Banco Central será acompanhado de perto pelos investidores em busca de pistas sobre a trajetória dos juros em 2027, especialmente diante das dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal do país.
A manutenção de juros elevados, caso não haja mudança na condução das contas públicas, tende a dificultar investimentos, encarecer o crédito e limitar o crescimento econômico, segundo a avaliação do mercado. A decisão do Copom nesta quarta-feira servirá como termômetro da confiança dos agentes econômicos na estabilidade macroeconômica do Brasil no próximo ano.
Leia Também
:format(webp))
Morte de Patrick Stewart: último filme do ator estreia ainda neste ano; saiba qual
:format(webp))
Como o ChatGPT ajudou a criar uma jaqueta especial para o Afropunk Brasil
:format(webp))
DoorDash compra Instacart por US$ 17 bilhões para disputar mercado de supermercados com Amazon e Walmart
:format(webp))

