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Banco Central aponta risco fiscal e recorde de inadimplência como principais ameaças à estabilidade

Relatório de Estabilidade Financeira destaca incerteza sobre sustentabilidade da dívida pública e endividamento elevado de famílias e empresas em cenário de juros altos.

Waesy
g1.globo.com
•27 de outubro de 2026•2 min de leitura•Fonte Verificada
Banco Central aponta risco fiscal e recorde de inadimplência como principais ameaças à estabilidade
Foto: g1.globo.com

As principais preocupações das instituições financeiras brasileiras concentram-se no risco fiscal, caracterizado pela trajetória de déficits nas contas públicas, e na alta da inadimplência, que atingiu níveis recordes, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre de 2026, divulgado pelo Banco Central.

De acordo com a autoridade monetária, os riscos identificados apontam para um cenário de desaceleração da atividade econômica e refletem incerteza quanto à sustentabilidade da dívida pública, além do elevado endividamento de famílias e empresas. Em pesquisa realizada com o setor bancário, os termos “inadimplência”, “juros” e “inflação” figuraram entre os mais frequentemente citados nas respostas sobre os principais riscos à estabilidade, acompanhados de referências à volatilidade e à situação fiscal.

Reação dos mercados

O relatório foi divulgado após o segundo turno das eleições presidenciais, vencido em 25 de outubro por Luiz Inácio Lula da Silva, que permanecerá no comando do país até 2030. O resultado gerou forte turbulência nos mercados, com o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores, caindo mais de 10% nos primeiros minutos de negociação, o que acionou o mecanismo de circuit breaker.

Ao mesmo tempo, o dólar registrou alta de 8,21% na segunda-feira seguinte, sendo cotado a R$ 5,4027, contra R$ 4,99 na sexta-feira (23). Analistas avaliam que os reiterados déficits fiscais dos últimos anos pressionam a taxa de juros e o endividamento público, levando ao chamado por um ajuste fiscal mais forte por parte do governo para conter a dívida.

Fonte original: g1.globo.comVer notícia na íntegra
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