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SAÚDE MENTAL

Aplicativos de IA para terapia avançam no Brasil, mas aguardam financiamento público

Estudos apontam que quase 10% dos brasileiros já usaram chatbots como terapia, enquanto projetos como o Conemo esperam recursos federais para integrar ao SUS

Waesy
mittechreview.com.br
•05 de novembro de 2026•3 min de leitura•Fonte Verificada

Cientistas brasileiros estão aprimorando aplicativos de inteligência artificial para oferecer terapia via SUS, após testes indicarem eficácia no tratamento de depressão; o desenvolvimento envolve pesquisadores da USP e do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental, e os resultados foram divulgados em 2026.

Demanda e uso de chatbots

De acordo com o Panorama da Saúde Mental 2026, do Instituto Cactus com a AtlasIntel, 9,1% da população brasileira já utilizou chatbots como terapeuta e 15% recorreu à IA em situações de crise; a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 indica que cerca de 11% dos adultos apresentam sintomas de depressão que exigiriam acompanhamento, o que corresponde a mais de 15 milhões de pessoas, e apenas um quarto recebe algum tipo de cuidado, segundo o psiquiatra Paulo Rossi Menezes.

Projeto Conemo e perspectivas de financiamento

O aplicativo Conemo, desenvolvido ao longo de 15 anos por equipe liderada por pesquisadores da USP, já opera em unidades básicas de saúde, mas sua expansão para a rede pública depende de financiamento federal ainda não aprovado; a psicóloga Andrea Jotta, do laboratório Janus da PUC‑SP, classifica as ferramentas digitais de saúde mental em três categorias, destacando que chatbots de respostas programadas fornecem exercícios de respiração e técnicas de terapia cognitivo‑comportamental.

Experiência internacional

Na Alemanha, país que paga por aplicativos prescritos por médicos, as autoridades ainda avaliam os benefícios e a adesão dos usuários, indicando que a eficácia dos apps de terapia requer evidências adicionais.

Fonte original: mittechreview.com.brVer notícia na íntegra
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