Ajuste nas contas públicas: o que está na mesa de Lula e o que está fora do radar do presidente
Desde o resultado das urnas, que garantiu ao presidente Luiz Inácio da Silva (PT) o seu quarto mandato, ele tem sido pressionado a anunciar o nome que comandará o Ministério da Fazenda.
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O mercado financeiro reagiu ao resultado da eleição com queda na bolsa de valores e alta do dólar.
Com base nas propostas apresentadas e nas declarações de Lula durante a campanha, analistas avaliaram que o petista não priorizaria o ajuste das contas públicas nos próximos quatro anos de governo.
As projeções de inflação aumentaram e as expectativas de crescimento da economia caíram. Economistas também passaram a estimar um patamar mais elevado para o dólar.
Em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que o crescimento da dívida pública é uma preocupação , mas defendeu que a solução para o problema fiscal brasileiro passa pelo estímulo ao crescimento da economia, e não necessariamente por cortes de despesas, especialmente se afetarem a população mais pobre.
Interlocutores da equipe econômica do presidente têm dito que o governo fará um ajuste fiscal consistente e gradual para garantir a redução da taxa de juros e a manutenção, no longo prazo, de todas as políticas sociais do governo Lula.
Na quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária do Banco Central interrompeu uma sequência de cortes da Selic e manteve da taxa , ampliando a distância do Brasil para o segundo colocado com o maior juro real do mundo.
Na quinta-feira (5), o presidente recebeu ministros, ex-ministros e economistas ligados ao governo ou ao PT para ouvi-los sobre eventuais medidas para a economia.
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