Agentes de IA são usados em ataques a órgãos governamentais no Brasil
Relatório da CrowdStrike aponta que criminosos empregaram modelos de IA para invadir sistemas de agências brasileiras e de outros países, elevando a frequência de incidentes no segundo semestre de 2026.
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Criminosos utilizaram agentes de inteligência artificial para invadir órgãos do governo brasileiro, segundo um relatório da empresa de cibersegurança CrowdStrike; as invasões ocorreram no segundo semestre de 2026, envolveram servidores de agências federais e foram realizadas quase sem intervenção humana.
Estruturas de automação
O relatório descreve duas estruturas: uma segue um roteiro predefinido e permite que a IA escolha a próxima ação entre opções disponíveis, e outra concede autonomia total, permitindo que o agente execute procedimentos ou distribua tarefas entre agentes especializados simultaneamente.
Modelos e redundância
As operações empregaram modelos da família Claude (Claude Opus 4.8 e Claude Sonnet 4.6) e, para garantir continuidade, configuraram acessos alternativos a modelos do ChatGPT, DeepSeek e Llama 3 em instâncias locais, de acordo com a CrowdStrike.
Perfil do operador e alcance
A CrowdStrike identificou que o operador fala chinês, acessa os modelos por meio de um serviço intermediário e instruiu as IAs a tratar qualquer alvo como autorizado; além do Brasil, ataques foram detectados em órgãos governamentais da Colômbia e em empresas de biotecnologia, saúde, alimentos, varejo, tecnologia e turismo nos Estados Unidos e na Argentina.
Exemplo de comprometimento
Em um caso na Argentina, dois agentes de IA – um supervisor e outro executor – acessaram a rede de um provedor de saúde, comprometeram o controlador de domínio e extraíram credenciais e registros médicos em cerca de 20 minutos, segundo a CrowdStrike.
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