A ONU faz 81 anos neste sábado sem saber quem será seu próximo chefe. Nenhum candidato agrada aos cinco países com poder de veto
Em 24 de outubro de 1945, a Carta das Nações Unidas entrou em vigor, depois de ratificada pela maioria dos países signatários, inclusive os cinco que ganhariam assento permanente no Conselho de Segurança. Neste sábado, a organização completa 81 anos.
O aniversário chega com uma ironia. O mandato de António Guterres termina em 31 de dezembro, e o clube que escolhe seu sucessor ainda não conseguiu se entender.
O jogo de cartas que escolhe o chefe do planeta
Pela Carta, o secretário-geral é nomeado pela Assembleia Geral, mas por recomendação do Conselho de Segurança. Na prática, o que decide é uma sequência de votações informais, as straw polls, em que cada um dos 15 membros do Conselho marca “encorajar”, “desencorajar” ou “sem opinião” para cada candidato.
O resultado é secreto. A Grécia, presidente do Conselho em outubro, anuncia à imprensa apenas que a votação aconteceu. Os números vazam em minutos.
Para ser recomendado, o candidato precisa de pelo menos nove votos “encorajar” e de nenhum veto dos cinco permanentes (EUA, China, Rússia, Reino Unido e França).
A certa altura, o Conselho passa a usar cédulas coloridas, com uma cor para os cinco com veto, para que todos vejam se existe objeção. Em 2016, Guterres foi escolhido depois de seis votações.
A sexta rodada, a das cédulas vermelhas
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